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NÃO PODIA ALGEMAR O SUSPEITO IV

20 fev

Um dos grandes problemas do combate à criminalidade é a própria polícia, civil, militar e federal, e aqui não estou falando de policiais que praticam crimes, muitas vezes em associação com aqueles que deveriam combater, como foi verificado essa semana no Rio de Janeiro, depois da eclosão da operação guilhotina, pela polícia federal.

O 1º grande problema é o despreparo dos policiais, que não só deixam de receber o devido treinamento, como, em muitos casos, são despreparados emocional e moralmente para essa função tão difícil, na medida em que são os agentes públicos incumbidos de exercer o poder do estado, inclusive com o uso da violência física.

O caso mostrado acima é mais um retrato do que se passa no Brasil de hoje: uma mulher, policial civil, acusada de praticar um crime, é revistada a força por outros policiais civis, todos homens, tendo suas roupas arrancadas. O pior é que essa conduta não só é ilegal como desnecessária, pois o que solicitava a policial era somente que a revista fosse feita por mulheres, em atenção ao que determina o CPP, o que poderia ter ocorrido, pois no recinto havia policias mulheres.

O que impressiona no vídeo é que ele foi feito pelos próprios policiais civis, que não se importaram em produzir essa prova, possivelmente pq estão acostumados a praticar esses atos corriqueiramente sem que sejam punidos – talvez sejam inclusive elogiados.

E não se enganem: essa é a rotina dentro de qualquer delegacia. Depois não sabem pq os juizes absolvem os acusados – com uma polícia dessas quem precisa de advogado de defesa.

NÃO PODIA ALGEMAR O SUSPEITO III: REBOLATION

4 jun

Para que serve a Polícia Militar?

Com a música “Polícia“, Os Titãs já nos ensinavam na década de 80 :

“Dizem que ela existe”

“Prá ajudar!”

“Dizem que ela existe”

“Prá proteger!”,

Já para 03 jovens que aparecem no vídeo acima, a parte da música dos Titãs que melhor se ajusta ao que eles viveram é outra:

“Dizem prá você”

“Obedecer!”

“Dizem prá você”

“Responder!”

“Dizem prá você”

“Cooperar!”

“Dizem prá você”

“Respeitar!…”

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NÃO PODIA ALGEMAR O SUSPEITO II

19 maio

LUTO Por HÉLIO RIBEIRO

Em post anterior da série NÃO PODIA ALGEMAR O SUJEITO fiz um comentário sobre a prisão para averiguação (uma daquelas coisas que só tem no Brasil, como a jabuticaba) e como isso é visto com normalidade pelo brasileiro médio (desde que não seja com ele ou com quem lhe é próximo).

Contudo, para Hélio Ribeiro, de 46 anos, morador da Rua Ferreira Pontes, Morro do Andaraí, teria sido melhor ser algemado, pois agora ainda estaria vivo. Tudo aconteceu quando o BOPE verificava a notícia de que se encontravam no Morro do Andaraí traficantes do Borel, ocupado para instalação de uma UPP (segundo informa o jornal O Globo).

De repente, Hélio Ribeiro apareceu na janela da casa em que se encontrava com uma furadeira, que foi confundida com uma arma (tenho uma furadeira em casa e gostaria de saber que arma é parecida com ela, por precaução, sei lá, vai saber o futuro).

Os policiais do BOPE (o mais bem treinado batalhão da PMERJ) informaram que foi dado um alerta para Hélio Ribeiro, mas que ele reagiu de modo brusco, gerando a reação do “caveira”, como é conhecido o integrante do BOPE, que prontamente obteve um tiro certeiro. Hélio Ribeiro ainda foi conduzido até o Hospital do Andaraí vivo, mas não resistiu ao ferimento (segundo informa o jornal O Dia).

Tenho 03 perguntas rápidas, mas que acho que não serão respondidas:

  • é possível confundir uma furadeira com que arma?
  • ao darem o alerta, os policiais do BOPE já estavam preparados para atirar de pronto?
  • porque o policial atirou no peito, ao invés de acertar o braço que impunha a furadeira?

Espero que respondam essas perguntas para a família de Hélio Ribeiro.

NÃO PODIA ALGEMAR O SUSPEITO I

10 maio

Cena carioca cotidiana: viatura da Polícia Militar chega na entrada da Favela do Jacarezinho e porque alguém age de forma suspeita (?) é revistado por policiais militares. Para o polícia militar, agir de forma suspeita foi a pessoa assustar-se com a chegada da viatura policial. Lugar errado e cor errada, como se vê na foto ao lado. Fosse na Zona Sul e com um “playbozinho” assustado, ele dificilmente seria revistado.

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