Tag Archives: Grã-Bretanha

ELEIÇÕES NO REINO UNIDO IV

7 maio

O Reino Unido é um lugar que se não existisse seria inventado, tal a quantidade de excentricidades que eles gostam de cultivar. Lá os carros tem o volante à direita, bebem cerveja quente e a Constituição Britânica é uma constituição costumeira cujo vigor remonta à Carta Magna, de 1215, e agrega costumes constitucionais e outros textos legais, alguns históricos, como a Declaração de Direitos, de 1689, inexistindo um documento constitucional formal que disponha sobre a organização do estado e os direitos das pessoas, como faz a Constituição Brasileira de 1988. O maior exemplo da força dos costumes constitucionais britânicos é o Parlamentarismo, criado basicamente a partir deles.

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ELEIÇÕES NO REINO UNIDO III

7 maio

As eleições no Reino Unido para eleger os integrantes do Parlamento Britânico, que se nessa quinta-feira, dia 06/05/2010, geram tal expectativa da formação de um Gabinete Conservador com apoio da minoria (hung parliament) ou de um Gabinete de coalização entre Trabalhistas e Liberais, a depender dos resultados das urnas, que relegaram para segundo plano outra marca registrada das eleições no Reino Unido estava esquecida: o voto facultativo.

No Reino Unido, vota quem quer e puder e o dia da eleição não é num feriado. Muitas vezes as pessoas estão no seu trabalho e aproveitam a hora do almoço para votar. Em vista disso os locais de votação ficam abertos até às 22:00. Para facilitar a vida do eleitor, que muitas vezes não tem como comparecer ao local de votação, é permitido o voto pelo Correio, o que facilita que fraudes ocorram, como já se tem notícia nesse ano (link). Pilantra dá em todo lugar, não só no Brasil, para tristeza dos pessimistas de plantão.

A cada eleição os responsáveis pela sua realização fazem um cálculo de quantos eleitores devem comparecer e organizam os locais de votação de acordo com essas expectativas. Quando comparecem menos pessoas do que o esperado tudo corre rápido. O problema surge quando comparecem mais pessoas do que o esperado, como nesse ano (link), gerando filas e protestos, pois pontualmente a votação se encerra no horário, como manda a pontualidade britânica. O bom é que muitos locais de votação são organizados em pubs, o botequim dos ingleses, e lá, no dia de votação, não tem lei seca.

ELEIÇÕES NO REINO UNIDO II

7 maio

Na quinta-feira, dia 06/05/2010, ocorreram as votações para a eleição do Parlamento Britânico, num clima de imensa expectativa para quem se interessa por política, uma vez que há a possibilidade de uma boa votação para os Liberais, o que facilitaria um acordo com os Trabalhista para formação de um Gabinete, com um novo LIB-LAB PACT, diluindo a força do bipartidarismo típico da política britânica.

Até o momento, os Conservadores sozinhos ganharam 288 distritos, enquanto Liberais (51) e Trabalhistas (243) juntos somam 294, com outros partidos juntos ganhando 27 cadeiras, enquanto faltam apurar os votos de outros 41 distritos, de acordo com a página eletrônica em inglês do jornal britânico The Telegraph (link). Mas tudo pode mudar até o final. O que está certo é que nenhum partido sozinho fará a maioria, o que leva possibilidade de os Conservadores formarem um Gabinete minoritário se tiverem mais cadeiras do que Liberais e Trabalhistas, situação que os britânicos chamam de hung parliament (parlamento enforcado).

Para quem quiser acompanhar os resultados finais, indicamos a BBC Brasil, com notícias em português, e o Blog do Na Prática a Teoria é Outra, que reúne comentários sobre o desenrolar dos fatos com um bom humor típico de quem é carioca e veste o manto sagrado. E que vença o melhor, o que quer que isso signifique.

ELEIÇÕES NO REINO UNIDO I

5 maio

A Grã-Bretanha está às vésperas de sua mais importante eleição nos últimos 30 anos, desde quando Margaret Thatcher subiu ao poder 1979, dando fim ao último governo de coalização na Inglaterra, quando o Gabinete liderado por James Callaghan (Trabalhista) foi formado com os Liberais, numa aliança conhecida como LIB-LAB PACT. De então, foram 18 anos de Conservadores no Poder (Margaret Thatcher + John Major) e depois 13 anos de Trabalhistas (Tony BlairGordon Brown), de modo que os Liberais foram varridos do poder nesses anos.

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