NÃO PODIA ALGEMAR O SUSPEITO II

19 maio

LUTO Por HÉLIO RIBEIRO

Em post anterior da série NÃO PODIA ALGEMAR O SUJEITO fiz um comentário sobre a prisão para averiguação (uma daquelas coisas que só tem no Brasil, como a jabuticaba) e como isso é visto com normalidade pelo brasileiro médio (desde que não seja com ele ou com quem lhe é próximo).

Contudo, para Hélio Ribeiro, de 46 anos, morador da Rua Ferreira Pontes, Morro do Andaraí, teria sido melhor ser algemado, pois agora ainda estaria vivo. Tudo aconteceu quando o BOPE verificava a notícia de que se encontravam no Morro do Andaraí traficantes do Borel, ocupado para instalação de uma UPP (segundo informa o jornal O Globo).

De repente, Hélio Ribeiro apareceu na janela da casa em que se encontrava com uma furadeira, que foi confundida com uma arma (tenho uma furadeira em casa e gostaria de saber que arma é parecida com ela, por precaução, sei lá, vai saber o futuro).

Os policiais do BOPE (o mais bem treinado batalhão da PMERJ) informaram que foi dado um alerta para Hélio Ribeiro, mas que ele reagiu de modo brusco, gerando a reação do “caveira”, como é conhecido o integrante do BOPE, que prontamente obteve um tiro certeiro. Hélio Ribeiro ainda foi conduzido até o Hospital do Andaraí vivo, mas não resistiu ao ferimento (segundo informa o jornal O Dia).

Tenho 03 perguntas rápidas, mas que acho que não serão respondidas:

  • é possível confundir uma furadeira com que arma?
  • ao darem o alerta, os policiais do BOPE já estavam preparados para atirar de pronto?
  • porque o policial atirou no peito, ao invés de acertar o braço que impunha a furadeira?

Espero que respondam essas perguntas para a família de Hélio Ribeiro.

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2 Respostas to “NÃO PODIA ALGEMAR O SUSPEITO II”

  1. Observador maio 25, 2010 às 7:00 am #

    Sim, é possível confundir furadeira com arma.
    Sim, antes de dar o alerta, os policiais miram no peito do suspeito.
    Possibilidade de acertar o braço: 70%.
    A atuação foi putativa.

    • jccmeirelles maio 26, 2010 às 3:48 pm #

      Observador, vc não respondeu as minhas perguntas. Por isso vou reescrevê-las aqui, tentando torná-las mas claras, para, quem sabe, vc me ajudar a entender melhor o caso:
      1) é possível confundir uma furadeira com que arma: pistola, revolver ou outro tipo? Qual o modelo?
      2) ao darem o alerta, os policiais do BOPE já estavam condicionados para atirar de pronto, assim que o Hélio Ribeiro se movimentasse, ou esperariam que ele efetivamente tentasse atirar em um policial, pois só aí haveria real e concreto perigo para a vida de alguém?
      3) Sendo o policial integrante do BOPE, ele por certo recebe um treinamento com armas superior a média dos policiais, o que aumentaria em tese a precisão de seu tiro. Se isso é uma verdade, porque o policial atirou no peito, ao invés de acertar o braço que impunha a furadeira? Na minha avaliação, se fosse o julgador do caso não aceitaria a putativa, dada a sua perícia superior,que lhe permitiria um tiro preciso, ainda mais pq o Hélio Ribeiro não deu nenhum tiro e não há notícia de que na rua de sua residência os policiais do BOPE tivesse trocado tiros com traficantes.

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